Às portas da paixão Jesus reuniu-se com seus discípulos. Era um momento especial. Despedida, orientação, incentivo, consolo, esperança e até advertência marcaram seu último discurso: tudo fazia parte do propósito de Deus.

Antes, porém, um fato inusitado impressionou os discípulos. Jesus, cingido simplesmente com uma toalha, consciente da proximidade de sua hora e amando seus seguidores até o fim, decidiu lavar-lhes os pés. Sabia que viera de Deus e que para Deus estava voltando. Lavou-lhes os pés para ensinar-lhes a importância do serviço no Reino.

A diaconia da Igreja deve ser exercida a partir do modelo de Jesus, diácono por excelência. Sua vida foi marcada pelo serviço aos seus e aos que não eram seus, indistintamente. Sua morte foi para servir a humanidade, proporcionando-lhe salvação. Seu gesto, momentos antes da paixão, tornou-se o referencial maior para todos os que o servem na fé.

O serviço de Cristo tem como característica a iniciativa fundamentada no amor. Ele amou seus discípulos e serviu-os, mesmo sabendo que o traidor o vendera e que todos o abandonariam. O serviço da igreja deve ser iniciativa em amor e não expectativa de retorno ou reconhecimento.

O serviço de Cristo tem como característica a humildade perfeita. O mestre cingiu-se com uma toalha e fez o serviço de um escravo. Não delegou, simplesmente fez. O serviço da Igreja deve ser humilde e sem complexos de superioridade. Nossa identidade já está definida e segura em Jesus.

O serviço de Cristo tem como característica a certeza da esperança. Ele sabia que o que estava fazendo seus discípulos não compreenderiam de imediato; somente depois. Mas fez. O serviço da Igreja não busca resultados imediatos (que podem vir), mas a glória de Deus.

O serviço de Cristo tem como característica a promoção da dignidade individual e da comunhão no corpo. Em resposta à reticência de um Pedro impulsivo e cheio de lacunas emocionais Jesus advertiu sobre a dignidade do serviço e sobre a comunhão nele gerada. “Lava-me todo!” – respondeu. O serviço da Igreja deve promover ambos: dignidade e comunhão, no resgate do ser humano como imagem e semelhança de Deus.

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