Adoração é reconhecimento. Uma visão de Deus em sua dignidade e glória. Uma declaração a respeito da impossibilidade de não notarmos sua majestade. Uma disposição de coração em elogiar-lhe a santidade e evidenciar-lhe a grandeza. Enfim, uma proclamação sobre a perfeição de seu caráter e a força de seu amor. Aos quatro ventos e sem reservas. Em palavras e vida.

Adoração é vida. Respiração. Alegria pelo privilégio das realizações e dos relacionamentos. Sobretudo, o relacionamento com Deus. É certeza de sua graça a sustentar-nos e de seu cuidado a bem tratar-nos. Gratidão. Convicção profunda que não há dores que jamais cessem, ou preocupações que jamais cedam, ou vitórias que jamais cheguem ao que re-conhece o Supremo Bem. Em todo tempo e circunstâncias. Com descontração e festa.

Adoração é festa. Expressão de entusiasmo. Celebração de um Deus tão grande e tão perto. É um não conter a felicidade que “jorra” do peito, em razão da descoberta do quanto somos amados. Aceitos. Sem cobranças ou exigências. Sem preço — este já foi pago! Pecadores perdoados. Indigentes convidados para as Bodas do Cordeiro. Vestidos com novas vestes. Errantes que agora acertam o passo nesta dança festiva da salvação. Com vivas e palmas. Ritmo e arte.

Adoração é arte. É um novo reconhecimento: nossa miséria não é prisão. Nossa fraqueza não é desculpa. Nossa alma está livre para voar. Novos vôos, novas asas. Sim, há beleza à nossa volta. O Adorado jamais nos abandonou. Quer agora elevar-nos, fazer-nos assentar em sua presença. Dar-nos dons. Ensinar-nos a fazer o melhor: adorar com arte, com beleza, com criatividade. Surpreender. Não a Ele, mas a nós mesmos. E quanto mais surpreendidos, mais adoradores, mais felizes. Encantados.

Quanto mais encantados, maior se torna o reconhecimento. E melhor torna-se a vida. E mais alegre faz-se a festa. E com mais arte entoa-se a canção. Eis novamente a surpresa, o encanto, o reconhecimento, a vida, a festa…

 

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